PERÍCIA PSICOLÓGICA INFANTIL

PERÍCIA PSICOLÓGICA INFANTIL

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Antes de tudo, para entendermos a relevância da perícia psicológica infantil, é fundamental reconhecer que o olhar psicológico sobre o universo das crianças representa uma ponte entre a ciência e a justiça. Assim sendo, o papel do psicólogo perito é analisar, com sensibilidade e rigor técnico, as dimensões emocionais, cognitivas e comportamentais que influenciam o desenvolvimento infantil em contextos judiciais. Dessa forma, a perícia psicológica infantil se torna essencial para a proteção integral da criança, oferecendo subsídios objetivos às decisões do sistema jurídico.

PERÍCIA PSICOLÓGICA INFANTIL
PERÍCIA PSICOLÓGICA INFANTIL

O que é a perícia psicológica infantil?

Primeiramente, para deixar tudo claro, entende-se a perícia psicológica infantil como uma avaliação técnica realizada por um psicólogo habilitado, que busca compreender o estado emocional, o vínculo familiar e as condições psicológicas de uma criança. Por conseguinte, essa avaliação é solicitada em processos que envolvem guarda, adoção, medidas protetivas ou suspeitas de violência.

Em virtude de seu caráter técnico e ético, essa perícia não tem função terapêutica. Em outras palavras, o perito não trata a criança, mas observa, escuta e avalia de maneira neutra, registrando informações relevantes que ajudarão o juiz a decidir o que melhor atende ao interesse da criança. Dessa maneira, o objetivo é garantir que toda decisão judicial seja tomada com base em evidências psicológicas e não apenas em argumentos jurídicos.

A importância da perícia psicológica infantil para o sistema de justiça

Com efeito, a perícia psicológica infantil é fundamental porque oferece um olhar especializado sobre a criança em situações de vulnerabilidade. Dessa forma, o psicólogo perito identifica fatores emocionais e relacionais que podem afetar o bem-estar infantil. Por consequência, o relatório pericial contribui para decisões judiciais mais humanas e conscientes.

De tal sorte que, nos casos de disputa de guarda, por exemplo, o psicólogo analisa como cada genitor se relaciona com a criança, observando o afeto, a comunicação e a segurança emocional que o ambiente oferece. Em outras palavras, o perito não julga o caráter dos adultos, mas busca compreender o impacto psicológico das dinâmicas familiares na vida da criança. Assim também, a perícia atua em casos de abuso, negligência ou adoção, ajudando a esclarecer situações complexas.

Como compreender o processo pericial infantil?

Em princípio, o processo da perícia psicológica infantil segue uma sequência estruturada. Antes de mais nada, o juiz formula os quesitos, que são perguntas técnicas enviadas ao psicólogo. Em seguida, o perito realiza entrevistas com os responsáveis, observações lúdicas e testes psicológicos adequados à faixa etária da criança.

De maneira idêntica, o profissional pode utilizar desenhos, histórias e brincadeiras como meios de expressão emocional, respeitando o ritmo e as limitações da criança. Ao propósito, todo o processo deve ocorrer em ambiente acolhedor e seguro, evitando situações que causem desconforto ou ansiedade.

Finalmente, após a análise cuidadosa das informações, o psicólogo elabora um laudo técnico com conclusões objetivas. Dessa maneira, o documento apresenta as evidências observadas, a interpretação dos resultados e as respostas aos quesitos judiciais.

Os desafios da atuação pericial com crianças

Em virtude da complexidade emocional do público infantil, o perito enfrenta desafios específicos. Por mais que a criança seja espontânea, ela pode sentir medo do ambiente judicial ou dificuldade em expressar sentimentos. Assim sendo, o psicólogo precisa adotar estratégias de aproximação cuidadosas, estabelecendo vínculos sem perder a neutralidade profissional.

Ao mesmo tempo, é provável que o perito encontre versões conflitantes entre os familiares, o que exige discernimento e capacidade analítica para avaliar os fatos com imparcialidade. Por isso, a formação contínua e o conhecimento das normas éticas são indispensáveis para garantir uma atuação responsável e técnica.

Os princípios éticos da perícia psicológica infantil

De conformidade com o Conselho Federal de Psicologia, o perito deve agir sempre com respeito à dignidade e aos direitos da criança. Em síntese, isso significa preservar o sigilo, evitar qualquer forma de exposição indevida e comunicar-se de modo apropriado à idade do avaliado.

Além disso, o perito não deve emitir juízos morais ou pessoais. A propósito, sua função é interpretar as informações de forma técnica e fundamentada. Por conseguinte, a ética profissional é o alicerce que garante a credibilidade do trabalho pericial e a confiança do sistema de justiça nos pareceres emitidos.

A importância da escuta sensível na perícia psicológica infantil

Em segundo lugar, a escuta sensível é um dos pilares da avaliação infantil. De tal sorte que, ao observar e interagir com a criança, o psicólogo perito precisa captar mensagens que nem sempre são ditas com palavras. Assim que compreende o que está por trás de gestos, silêncios ou brincadeiras, o profissional consegue revelar aspectos profundos da vivência infantil.

De fato, essa escuta requer empatia, paciência e respeito. Ainda mais, o psicólogo precisa se posicionar de forma neutra, evitando interferir nas respostas da criança. Como resultado, o laudo se torna mais fidedigno e útil para as decisões judiciais.

Como se preparar para atuar na área?

Com o intuito de atuar como perito psicológico infantil, o profissional deve possuir registro ativo no Conselho Regional de Psicologia e formação sólida em psicologia jurídica. Em outras palavras, é indispensável ter domínio de técnicas de avaliação infantil, testes psicológicos e legislação pertinente à infância e juventude.

Dessa forma, recomenda-se que o psicólogo busque cursos e supervisões especializadas, a fim de aprimorar suas habilidades e compreender as especificidades da atuação pericial com crianças. Por conseguinte, essa preparação técnica e emocional reflete diretamente na qualidade do laudo produzido.

O impacto social da perícia psicológica infantil

Em suma, a perícia psicológica infantil exerce impacto direto na vida das crianças e de suas famílias. Dessa forma, ela contribui para decisões judiciais mais justas, respeitando o desenvolvimento psicológico e emocional dos pequenos. Em virtude de sua relevância, esse tipo de perícia garante que os direitos da infância sejam protegidos com base em evidências científicas e não apenas em percepções subjetivas.

Em outras palavras, o trabalho do psicólogo perito vai além da análise técnica: ele representa uma forma de cuidado e compromisso social com o bem-estar infantil. Por fim, compreender o valor dessa prática é compreender também a importância da psicologia como aliada da justiça e da proteção à infância.

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